Há quase um século, uma mulher decidiu que sua história não terminaria em si mesma. Em um tempo em que as mulheres sequer tinham direito ao voto, quando suas vozes eram frequentemente silenciadas e seus lugares socialmente limitados, Srª Balbina Camila de Araújo escolheu um caminho revolucionário de coragem, visão e generosidade.
Com sabedoria e sensibilidade social, ela registrou seu testamento, destinando seus recursos para algo maior que sua própria trajetória: a transformação da vida de outras pessoas. Seu gesto não foi apenas um ato de doação, mas um posicionamento histórico, uma afirmação silenciosa e poderosa de que mulheres também constroem legados, fundam instituições e moldam futuros.
Assim nasceu a Fundação Balbina Camila de Araújo.
Em 2026, a Fundação se aproxima de um marco extraordinário: 100 anos de existência. Um século de compromisso com a transformação social, sustentado pela força de uma ideia corajosa e profunda. Ela decidiu ousar sonhar além de seu tempo, e abriu caminhos para muitas outras.
Celebrar o 08 de março, Dia Internacional das Mulheres, é também lembrar que a história é feita de gestos como o da Srª Balbina: mulheres que, mesmo diante das limitações impostas por sua época, escolheram agir com coragem, inteligência e compromisso com o cuidado coletivo.
Hoje, quase cem anos depois, esse legado segue vivo. Ele se manifesta nas mãos, nas ideias e na dedicação de mulheres que continuam fazendo a Fundação pulsar na cidade de Belo Horizonte/MG.
É impossível olhar para o trabalho cotidiano, dar sustentação às ações da atualidade sem reconhecer a potência da equipe que hoje sustenta e reinventa essa história: Eduarda Cardoso, Davila Braga, Juliana Silva e Poliana Pimentel. Mulheres fortes, sensíveis, competentes e profundamente comprometidas com a missão da Fundação.
Cada uma, à sua maneira, carrega adiante o espírito da Srª Balbina: a crença de que o cuidado com as pessoas, a inteligência coletiva e o trabalho dedicado podem transformar realidades.
Se Srª Balbina plantou uma semente há quase um século, são mulheres como essas que continuam cultivando esse jardim de possibilidades.
Que este 08 de março nos lembre da força das mulheres que vieram antes, da coragem das que caminham hoje e da responsabilidade que temos de seguir abrindo caminhos para as que virão.
Porque histórias como a de Balbina Camila de Araújo nos ensinam algo fundamental:
Quando uma mulher decide transformar o mundo, seu gesto atravessa gerações. A coragem feminina é a faísca que ilumina o futuro.
Juliana Silva
Assistente Social da Fundação Balbina

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